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| Paizão M.J.C |
Estudante de Cultura Racional, tive o merecimento de nascer em uma família onde possui o conhecimento Racional. E o privilégio de ser abençoada pelas mãos do Paizão, é assim que chamo aquele que segurou a minha vida e me protege. Não fui uma filha planejada, além do mais nem teria como, mamys era ligada e a diferença entre o filho mais novo seria de 15 anos sem contar que uma gravidez aos 39 anos seria de auto risco.
Mas aconteceu, mamys engravidou aos 39 anos, um susto para quem tinha ligadura e planejava ter somente um casal de filhos. Com a diferença de 15 anos estava grávida novamente e dessa vez não seria uma gravidez fácil.
Médicos deram o diagnostico de gravidez de auto risco, falaram que o baby (eu) não vingaria ou só sobreviveria a Mãe ou a Filha. As duas? Jamais. Entre o terceiro e quarto mês de gestação teve muito sangramento e correndo as pressas para o hospital, realizaram ultra-som e falaram que ela sofreu o aborto. Os médicos insistiam para realizar o procedimento de coletagem do feto. Chegaram a marcar o dia.
Papys e Mamys já eram estudantes e acreditava nos poderes do M.J.C. Com o contato de uma de suas filhas Albanéia, eles pediam por orientações. Manoel Jacintho Coellho acreditou em mim mesmo depois desses terríveis diagnósticos. E uma única orientação foi dada, "deixa que a Natureza está olhando".
Depois de 4 meses encontrou com o médico que disse: "Agora não temos nada mais a fazer." Do tipo o que vier a Senhora terá que aguentar. O médico tinha convicção de que algo não daria certo, eu poderia nascer com alguma deformação, seria deficiente mental ou nasceria sem alguma parte do corpo.
Mas mamys acreditou mesmo, que a Natureza estava tomando conta, encarou e estava preparada para o que viesse. As dores insuportáveis e a pressão alta fizeram parte da gestação até o fim. Aos 7 meses e 15 dias a bolsa estourou. O parto seria uma cesariana visto que o feto e a mãe não tinham forças para o normal.

Na hora do nascimento ela estava consciente e viu na cabeça do médico uma Luz que iluminava todo o quarto. Olhou para o relógio eram exatamente as 9hs da manhã do dia 09/09 do ano de 85. Enfim eu nasci, e mamys perguntou, ela é perfeitinha doutor? Ele confirmou é perfeitinha! E eu dei o grito. Um kilo e novecentas gramas para uma gravidez de tanto risco. Depois da alta mamys ainda permaneceu no hospital, algo que não aconteceu nas outras gestações aconteceu nessa, ela teria que ficar no hospital para amamentar outras crianças do berçário.
Depois de todo esse acontecimento, decidiram que quem daria o nome para o Baby seria o paizão, durante dias fiquei sem nome, ou melhor sendo chamada de Liz, mas depois de 21 dias ele mandou o lindo nome de Mônica. Tive novamente mais um privilégio além dele segurar a minha vida, de ser batizada dentro do Tribunal Racional e pelas mãos do paizão, ser abençoada pelo Mundo Racional.
E dúvidas não existe de que realmente a natureza estava e
está olhando não só por mim mas por toda minha família e que realmente sou abençoada pelo Mundo Racional.
Obrigada Paizão! Mônica Arruda.


